rastilho de pólvora

Tu perguntas-me se eu quero falar e sem qualquer pausa pelo meio fazes a pergunta difícil, aquela que todos nós perguntamos e raramente gostamos de ouvir a resposta. Será que acordar com um sorriso nos lábios conta na equação? Porque ainda que tu possas aches a minha resposta demasiado vaga e vinda de alguém que não faz a mais pálida ideia do que quer que seja, só te posso adiantar que não há uma segunda resposta. Olhas para mim de uma forma que eu não percebo e que tu também não queres explicar. É tudo demasiado complicado para nós, não é? Há sempre qualquer coisa que nos separa ainda que muitas vezes não passem de meros devaneios verbais em que se diz tudo excepto aquilo que se quer realmente dizer. Talvez seja por isso que nenhum dos dois acorda da forma que quer.

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