conspiração de frequências
Já não tenho nada para te dizer. Deixámos de ter o mesmo comprimento de onda se é que algum dia o tivemos. Sermos iguais não nos aproxima obrigatoriamente. Entendo-te e conheço-te demasiado bem para algum dia conseguir acreditar que a mesma frequência de onda faria de nós pessoas melhores e mais felizes. O nosso estranho caso podia ser uma daquelas histórias em que o amor um pelo outro torna-nos melhores amantes para com os tolos que julgam poder curar a nossa enfermidade cognitiva e emocional, mas que entre nós funcionaria como cianeto, em doses agonizantes e mais tarde ou mais cedo, letais. Eu não sou nem nunca serei a ganza que fumas de vez em quando para dormires melhor.