corpo desgovernado

Normalmente não é a minha incompetência emocional que me controla. Sou eu que a controlo. E ainda que seja um exercício desgastante, acabo por levar sempre a minha avante. Sempre fui mais coração e menos cabeça e por isso mesmo, a cabeça trabalha o dobro para compensar os impulsos do coração. Até aqui tudo bem. Não estou desprevenida. 

Não fosse ter um corpo desgovernado que não obedece à cabeça mas sim ao coração, não teria perdido metade do tempo a tentar entender porque é que sentia um buraco no meio do peito que não me deixava respirar. Ao que parece, o coração manda no corpo e os outros no coração. Hoje não conseguia respirar. Daí que, por mais que não quisesse pensar no assunto, o corpo tenha feito questão de me mostrar que parte do meu coração já não estava lá.

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