starting over
Com o tempo, ainda que a bagagem continue a ser a mesma, o caminho torna-se mais pesado - o corpo que não parte começa a vergar lentamente e dificulta os passos que, ainda a custo, continuam a ser sempre em frente.
É uma espécie de vontade de continuar para não cair em desequilíbrio.
Chega-se a uma altura em que perde a piada voltar ao sítio do costume, até porque invariavelmente já se sabe o fim da história e perde-se o elemento surpresa, o único que dá alguma vivacidade à coisa.
Resta-nos a fé já que vai-se percebendo que poucas são as coisas que controlamos de verdade. E é neste ponto que volto a sentir a familiaridade do "seja o que Deus quiser" do "ai meu Deus" e do "ai que se foda".
Não é mau - é aterrador.