escala do amor

Digam o que disserem, todos a têm. E a ideia é chegar aos píncaros - o único senão: é mesmo a queda porque é coisa para magoar à séria. A parte boa é que a escala não tem de ter necessariamente nota máxima e num momento de tragédia há sempre a fé de um dia chegar mais longe de onde se esteve perto.

Para uns é numérica, para outros - como eu - é qualitativa, ou seja, vai de um "estás-ali-estás-aqui" ao "ai-meu-deus-ai-que-se-foda" com um "isto-já-começa-a-criar-uma-espécie-de-ansiedade" pelo meio. 

O facto de ser qualitativa tem a vantagem de não nos limitar a números que no amor pouco dizem. Porque no amor, a leitura tem sempre de ter uma interpretação mais livre, mais romântica do que meros números secos e pouco dados às letras. No amor é isso que se quer - poesia. Porque o que importa é apenas o nível de insanidade que estamos prontos a padecer pelo amor que sentimos. Tão pouco e tão só isso. Mais nada.

Sou pelo amor, pelas paixões arrebatadoras, pelas loucuras e pelas facadas. Acima de tudo pelo "ai-meu-deus-ai-que-se-foda" - nunca menos que isto. Porque o resto já sei como é. 

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