as árvores morrem de pé
Talvez por ser fatalista, estou sempre à espera que aconteça alguma coisa de muito mau - mau mesmo. E a verdade é que acontece. A diferença talvez esteja no facto de eu não perder a mania de pensar que podia ser pior. Mais que não seja, porque de facto, podia. E talvez também seja esta a forma de me manter à tona da água.
Nunca me achei diferente ou mais forte que qualquer outro comum mortal. Mas, basta olhar para o lado e perceber que existem outras realidades bem diferentes da minha. E é por isso que enquanto respirarmos todos, dou-me por feliz e agradeço.
Continuo a achar que nasci com o cu virado para a lua e continuo também a querer demonstrar que é merecido. E mesmo que as coisas não corram de feição, porque nem sempre correm, é uma questão de continuar a levantar a cabeça enquanto consigo.
É em dias como este, que sinto que tenho obrigação de respeitar a sorte que tenho e agradecer. A quem não sei, mas isso é-me irrelevante.
Ao contrário do que outros apregoam, a sorte não vem só antes do trabalho em dicionários. A sorte dita tudo. Inclusivamente o facto das árvores morrerem de pé.