que nunca me morras

Há uma fotografia que guardo no coração. Está lá tudo. E tudo são dois punhos fechados que nunca chegaram a abrir mão de ti. Se é amor não sei, mas morro de medo que me morras. Acho que não estou preparada para que me deixes, ainda que eu te tenha deixado há muito tempo atrás e isso faz-me pensar muitas vezes que o universo pode ser cruel e levar-te de mim demasiado cedo. 

Não sonho com o dia em que serei tua, mas sonho com a possibilidade de te ter na minha vida para todo o sempre e pelos passos que terei de dar até encontrar uma forma de convivência que nos sirva. Não percebo como é que chegamos a este ponto, mas importa-me mais o caminho do que o fim. 

Morro de medo que me morras. Parece-me que vou precisar de ti durante a vida que tenho pela frente, como quem precisa do ar que respira para ser melhor e mais feliz. 


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