primo

Sempre vivi o imediato mas contigo é diferente. Contigo, não. É uma espécie de ronha e de preguiça que nos envolve, num sítio onde as coisas acontecem devagar e onde eu aprendi a apreciar as coisas pequenas e sem importância. É uma espécie de saga onde o fim não tem qualquer relevância porque o que importa é o caminho.

E há muito tempo que o meu caminho passou a ser contigo, mesmo sem te ter nas mãos. Mas esse mesmo curso, sem que eu tenha mão nele, está a mudar.

Talvez sejas tu quem me quer libertar do fardo que carrego, mas já te ocorreu que eu não quero liberdade para nada? Que, talvez, eu goste ou precise disto? 

Qualquer coisa que levou uma década a estar pronta e a ser apreciada por tudo aquilo que tem de bonito não pode ser destruído pela familiaridade que tu lhe queres dar. Por favor não deixes que isto descambe para uma coisa comum.






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