aquela saudade
Com o tempo virou saudade. Saudade daquelas que não queremos largar. Daquelas que não queremos que se esfume com o tempo porque é daquelas que seguramos com os dois punhos bem cerrados e porque no final, aquela saudade, é a única coisa que nos resta. Talvez por isso, aquela saudade vira fado em vez de cruz.
O tempo resolve muita coisa mas o universo não tem planos para tudo e pelo caminho caímos na armadilha uma e outra vez. Resta acreditar que o universo sabe o que faz e aceitá-lo com a serenidade possível.
É esta a saudade que continua a encher-me a alma, o coração e acima de tudo o corpo. Sem esforço. Em vácuo. Como que, de repente, duas pessoas se transformassem numa matéria só. Uma mescla de células sôfregas e sedentas umas das outras. Provavelmente nunca saberemos nem como nem porquê, porque na verdade, nenhum dos dois está predestinado para isto.
Esta saudade é das boas.