not enough
Ele pergunta-me se está a sonhar e eu pergunto-lhe o mesmo de volta. Ao que parece, estamos os dois acordados e isso faz com que lágrimas gordas insistam em saltar do azul, verde, cinzento. Bate tudo tão estupidamente certo que nos perguntamos como seria o resto das nossas vidas se o universo não quisesse que nos encontrássemos agora.
Por ter estado, até agora, tudo fora do alcance das nossas mãos, só me resta agradecer ao universo, a deus, aos céus, aos santos cristãos e aos deuses pagãos.
“Cinquenta anos não me chegam”, digo-lhe, “Quero mais”. Não me parece que a vida inteira que temos pela frente seja suficiente para te querer deixar.