eco
Vou contando os trimestres e fazendo prognósticos à laia de prática desportiva. Por mais que o amor seja sincero, o tempo tem a capacidade de o desgastar e por isso vão-se contando os dias, as semanas e os meses.
O prognóstico inicial já foi ultrapassado e aqui continuamos. Ninguém foi a lado algum e o mais impressionante é que nenhum fazia as medidas do outro. Ainda assim, cá continuamos e todos os dias parece fazer mais sentido.
Continuo sem saber o que nos aconteceu e que raio de enfermidade é esta, tão segura de si mesma e que nos leva ao chão, ao mesmo tempo que nos tranquiliza e nos deixa dormir à noite.
Vou controlando os dias, as semanas e os meses à espera que o fatíco dia aconteça.
Talvez esteja errada e o dia nunca chegue. Talvez sejamos mesmo a medida um do outro.
Pelo sim, pelo não, despeço-me de ti como se não houvesse amanhã. Outra e outra vez.