week #1

Já começou. Como em todos os anos, comem-se as passas a custo. Este ano e, porque não consigo evitar de pensar que se não comer as passas algo de terrível pode cair sobre as nossas cabeças, comi as que me estavam destinadas, mas também as dele.

Já não basta o fatalismo que lhe corre nas veias, ao que parece o miúdo quer desafiar as leis do universo e ignorar que às doze badaladas há que comer as 12 passas, caso contrário coisas terríveis podem acontecer.

Pois bem, comemos as passas ainda que em proporções diferentes graças ao meu espírito de sacríficio pelos demais, mas ainda assim, ao que parece este ano não augura nada de bom.

É certo que podíamos já estar todos mortos e até ver ainda respiramos, de qualquer forma, a primeira semana não foi fácil. É igualmente certo que se tentar lembrar-me da última semana fácil, arrisco-me a deixar esta questão em branco. Ainda que possamos identificar dias melhores, ou até mesmo espectaculares, não tem havido uma semana inteira digna de registo.

Talvez seja eu que estou a pedir mais do que é suposto. Mas como tem vindo a ser apanágio, eu nunca peço menos.

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