bad timing

Foram precisos alguns anos para que o pedaço de mau caminho deixasse de toldar-me o raciocínio e o corpo. Principalmente o corpo que, em situação de presença com distância inferior à que olhos já não alcançam, teima em manifestar-se. Já me habituei a esse facto, chama-se química e não há nada que se possa fazer para o contrariar. É a forma que o corpo tem de exteriorizar a intenção em gerar prol com aquela pessoa em particular, pois à partida o resultado seria de grande sucesso. 

O truque para sobreviver ao ímpeto é procurar assimilar, que sim, que seria qualquer coisa de espetacular, mas que não pode ser. Mais que não seja, porque se há um problema de timing entre os dois é provável que este problema se estenda a muitas outras coisas. 

Estamos destinados a não estarmos um com o outro e talvez por isso que as coisas mantenham um dramatismo que não se explica. Basicamente e bem vistas as coisas, só é bom porque nunca chegou a acontecer. E por nunca ter acontecido, pode ser aquilo que quisermos. E por nunca ter acontecido, continuo a querê-lo com a mesma intensidade com que o quis no primeiro dia em que ele me entrou pela porta adentro. E só por isso continua inscrito na minha pele. 

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