um bibelot novo cá em casa

Está visto que não passa, não sara e que dói como a merda. E digo isto com a certeza que em parte a culpa é minha. Tentamos andar com a vida para a frente e fingir que não se passa nada, mas é mais ou menos a mesma coisa que ter um elefante branco na sala e procurar desprezá-lo.

Por mais que o dito fique inerte que nem estátua de porcelana, mais tarde ou mais cedo acaba por ceder e partir qualquer coisa. Consigo imaginar o desfecho em que nesse momento as duas almas incrédulas olham uma para a outra no sofá e juram a pés juntos que não tinham dado conta da presença do paquiderme. 

Por agora, ainda não há qualquer dano material mas um dia destes, não sei ao certo qual, tenho a certeza que não conseguiremos continuar a ignorar a besta que está alojada cá em casa. Por agora, vamos continuando a fingir que nada mudou e que o pior já passou. 

A questão é que para mim, o pior vem todos os dias, nunca esmorecido, nunca fragilizado e nunca menos enfurecido. 

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