liberdade

Um dia conto-te a nossa história. A minha versão - a mais bonita de todas.

Prepara-te. Senta-te e deixa-te estar como se o tempo não existisse porque a minha versão não é linear, a minha versão não é simples, a minha versão é uma amálgama de coisas e de episódios que ficaram inscritos na minha pele e que foram religiosamente guardados pelo caminho.

A minha história é feita de sangue, lágrimas, exaustão mas também de coisas boas e quase perfeitas.

O nosso "nós" foi curto. Demasiado curto. E muitas vezes penso que, sendo o universo perfeito, foi apenas o tempo necessário para que eu soubesse o que era e passasse o resto da minha vida a aprender a lidar com ele. Na verdade, esta história não é sobre ti nem sobre nós. É sobre mim e do percurso que levo a aprender que ter-te é a mesma coisa que abrir mão de ti. Deixar-te ir e voltar só porque sim e gozar, sem contrapartidas ou sem exigências, todo o tempo que me é concedido.

Tu dás matéria ao sonho e o oxigénio à insanidade que insisto em manter viva dentro de mim. 

Ainda que não o entendas, eu preciso disto para viver e ainda que também não o entendas, esta sou eu a dar-te o que tu precisas. Liberdade.  







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