partilha de bens

Muitas vezes dou por mim a pensar que dou demasiada importância à falta que me fazes e que nunca serás digno disso. Mas tenho saudades tuas.

Mas só tu serias capaz de perceber a insanidade que faço questão de dar à minha vida.

Tenho a certeza que saberias o que dizer agora. Sempre soubeste. Mas não o fazes e eu quase consigo adivinhar a razão e por mais tempo que passe, não faz sentido. 

Rogo para que estejas bem e que tenhas encontrado o teu lugar. Ainda assim, queria o meu amigo de volta.

Falar de ti é uma forma de te manter na minha vida e garantir que aquilo que vivemos não foi em vão ainda que eu tenha a certeza que não fazes o mesmo. Tenho saudades das nossas conversas e da nossa capacidade de sonhar o impossível.

Podia dizer que estou arrependida, que podíamos ter feito as coisas de forma diferente, mas a verdade é que não podíamos. Não sabíamos, nem tínhamos como o fazer. Ambos temos um problema em fazer as coisas durar e pelo meio aconteceu a vida. E é exactamente sobre ela que eu te queria falar.  

Estou presa algures nela, não sei qual é a saída de emergência e foste tu quem ficou com o manual.  


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